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Como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

By 8 de março de 2019 No Comments

Como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

Hoje, vamos falar de um assunto que está em pauta nos últimos meses e ainda tem gerado muitas dúvidas e reflexões: como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

Em tempos onde a busca da igualdade têm sido uma luta constante tratar o assunto da diversidade humana no ingresso da vida escolar trará, talvez, mudanças e reconstruções de ideologias que se estendem durante séculos.

Acredita-se que nesse início de vida social, o início na vida escolar acaba sendo o mais importante, marcando a construção de posicionamentos socioculturais nas crianças.

E porque atualmente se fala tanto em trabalhar as questões de gênero na educação infantil?

O conceito de gênero sugere um conjunto de questões atribuídas aos corpos que definem a ideia de masculino e feminino, isto é, a condição de gênero tem por base os significados que indicam o que é ser mulher e o que é ser homem, e não está ligado a condição anatômica dos corpos. Sexo é atributo biológico, enquanto gênero é uma construção social e histórica.

Meninas brincam de bonecas e meninos com carrinhos?

Essas e outras situações são constantemente observadas no ambiente escolar e essas afirmações estão enraizadas culturalmente reproduzindo o sexismo que demora a ser reconstruído e que continua sendo repassado aos nossos alunos.

As características aparentemente direcionadas à masculinidade e à feminilidade deixam marcas nos corpos, nos comportamentos e nas habilidades das crianças.

Exemplos dessas situações ficam bastante evidentes nos brinquedos e brincadeiras, nas cores, e principalmente como são apresentados os comportamentos, como por exemplo, “meninos não choram e as meninas são frágeis”.

Meninas brincam de atividades relativas ao lar, como cozinhar, cuidar das crianças, cuidarem da casa, enquanto os meninos são ensinados a gostar de esporte, lutas, aventuras.

Essa separação pode causar muitos problemas na vida adulta de uma criança, pois muitas crescem não se encaixando nos conceitos pré-estabelecidos.

Uma educação pensada nesta igualdade de gêneros é uma educação que visa combater a misoginia, o sexismo e principalmente o preconceito.

Muitas pesquisas tratam das diferenças anatômicas entre os sexos, o cérebro de meninas e de meninos processa diferente a linguagem, as informações, as emoções, o conhecimento e tantas outras características, tidas como naturais, que conduziriam às distinções de comportamento e de habilidade cognitiva.

Mas será correto afirmar que essas competências diferentes se atribuem aos sexos?

Muitos estudos afirmam que a melhor maneira de se tratar uma questão tão delicada como essa é uma educação baseada nos direitos humanos, trabalhando a igualdade de gênero desde o ingresso na escola.

Vale dizer, enxergar a educação infantil como um momento propício para o início de uma (re)construção de pensamentos, valores. Conhecimento é muito importante para o desenvolvimento cognitivo do aluno como na formação de valores morais de cada um.

Trabalhar a igualdade de gênero não é apenas para a construção, mas a busca para o combate de preconceitos raciais, regionalismo, elitismo, diversidade sexual e religiosa e outros.

A preparação do docente é muito importante neste quesito, para transformar uma escola cidadã, com alunos com sensibilidade crítica desde o começo da carreira educacional, ou seja, na educação infantil.

Educar para os direitos humanos é educar para o desenvolvimento da personalidade, para a diversidade e principalmente no combate às desigualdades.