fbpx
Dicas

Como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

By 8 de março de 2019 março 20th, 2019 No Comments

Como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

Hoje, vamos falar de um assunto que está em pauta nos últimos meses e ainda tem gerado muitas dúvidas e reflexões: como lidar com a questão de gênero na educação infantil?

Em tempos onde a busca da igualdade têm sido uma luta constante, tratar o assunto da diversidade humana no ingresso da vida escolar trará, talvez, mudanças e reconstruções de ideologias que se estendem durante séculos.

Acredita-se que, nesse início de vida social, o começo da vida escolar acaba sendo o mais importante, pois marca a construção de posicionamentos socioculturais nas crianças.

E porque atualmente se fala tanto em trabalhar as questões de gênero na educação infantil?

O conceito de gênero sugere um conjunto de questões atribuídas aos corpos que definem a ideia de masculino e feminino. Isto é, a condição de gênero tem por base os significados que indicam o que é ser mulher e o que é ser homem. Não está ligado a condição anatômica dos corpos. Sexo é atributo biológico, enquanto gênero é uma construção social e histórica.

Meninas brincam de bonecas e meninos com carrinhos?

Essas e outras situações são constantemente observadas no ambiente escolar. Tais afirmações estão enraizadas culturalmente, reproduzindo o sexismo. Isso demora a ser reconstruído e continua sendo repassado aos nossos alunos.

As características aparentemente direcionadas à masculinidade e à feminilidade deixam marcas nos corpos, nos comportamentos e nas habilidades das crianças.

Exemplos dessas situações ficam bastante evidentes nos brinquedos e brincadeiras, nas cores, e principalmente como são apresentados os comportamentos. Um exemplo é a frase “meninos não choram e as meninas são frágeis”.

Meninas brincam de atividades relativas ao lar, como cozinhar, cuidar das crianças e cuidar da casa. Enquanto isso, os meninos são ensinados a gostarem de esportes, de lutas e de aventuras.

Essa separação pode causar muitos problemas na vida adulta de uma criança, pois muitas crescem não se encaixando nos conceitos pré-estabelecidos.

Uma educação pensada nesta igualdade de gêneros é uma educação que visa combater a misoginia, o sexismo e principalmente o preconceito.

Muitas pesquisas tratam das diferenças anatômicas entre os sexos. Sabe-se que o cérebro de meninas e de meninos processa a linguagem de maneira diferente. O mesmo ocorre com as informações, as emoções, o conhecimento e tantas outras características, tidas como naturais. Essas características conduziriam às distinções de comportamento e de habilidade cognitiva.

Mas será correto afirmar que essas competências diferentes se atribuem aos sexos?

Muitos estudos afirmam que a melhor maneira de se tratar uma questão tão delicada como essa é uma educação baseada nos direitos humanos, trabalhando a igualdade de gênero desde o ingresso na escola.

Vale dizer: enxergar a educação infantil como um momento propício para o início de uma (re)construção de pensamentos, valores e conhecimento é muito importante. Tanto para o desenvolvimento cognitivo do aluno como na formação dos valores morais de cada um.

Trabalhar a igualdade de gênero não é apenas para a construção. Mas, também, para o combate de preconceitos raciais, de regionalismo, de elitismo, de diversidade sexual e religiosa, entre outros.

A preparação do docente é muito importante neste quesito. Com ela, ocorre a transformação em escola cidadã, com alunos que tem sensibilidade crítica desde o começo da carreira educacional, ou seja, na educação infantil.

Educar para os direitos humanos é educar para o desenvolvimento da personalidade. Bem como para a diversidade e, principalmente, no combate às desigualdades.