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Educação

Identidade de gênero na escola: uma abordagem sobre o assunto

Por 16 de julho de 2019 Sem comentários
Identidade de gênero na escola

Hoje a escola é reconhecida como um ambiente de promoção da diversidade e da aceitação das diferenças. Por isso, entender o tema dos transgêneros é primordial dentro do contexto educacional.

A seguir, abordamos um pouco mais sobre esse assunto tão polêmico que é a identidade de gênero na escola.

Mas antes, você sabe o que é ser transgênero?

A sociedade é constituída por uma série de padrões relacionados a esferas distintas. Em relação a sexualidade também existem aqueles adequados.

Se um indivíduo não age em conformidade com eles, é considerado anormal, afinal, é contrário às normas sociais.

Tratando da sexualidade e do gênero, a norma social ainda vigente estipula que o sexo biológico, o sexo com o qual o sujeito nasce, determina a identidade de gênero.

Ou seja, define qual o papel que o indivíduo deverá desempenhar na sociedade.

Isso quer dizer que um menino, biologicamente constituído pelos cromossomos XY, deve comportar-se como alguém do sexo masculino.

E uma menina, com cromossomos XX, precisa agir a partir das condutas socioculturais estipuladas para o sexo feminino.

Porém, existem pessoas que embora tenham um sexo biológico, sentem a si mesmas de forma diferenciada.

Identificam-se com o sexo oposto e, por isso, para se sentirem bem precisam agir contrariamente ao que a biologia indica. Isso é ser transgênero.

Embora tal questão tenha sido abordada por muito tempo como uma patologia, hoje pesquisadores das ciências sociais demonstram que os transgêneros não precisam de cura, e sim de aceitação, pois são apenas diferentes da norma hegemônica em uma cultura.

A criança e sua identidade de gênero na escola

A escola é um espaço no qual a criança descobre mais sobre si mesma, a partir das diversas experiências e aprendizados que adquire e das relações que estabelece com seus colegas e professores.

Por isso, a identidade de gênero que ela constrói, a partir de suas vivências tanto no ambiente familiar como no escolar, ou em outros grupos sociais do quais participe, precisa ser compreendida e aceita, pois o ideal é que seja sempre expressa durante as aulas.

Mas sabemos que as crianças transgêneros podem ter dificuldades para expressarem suas vontades, pois descobrem rapidamente que se assim o fizerem serão excluídas e podem, inclusive, serem alvos de violência física ou psicológica.

Portanto, é papel da escola mostrar e reforçar para os alunos que as diferenças existem, mesmo no âmbito da sexualidade e do gênero, e precisam ser valorizadas.

Só assim cada aluno poderá agir de acordo com seus sentimentos, identificações e, consequentemente, desenvolver-se adequadamente em todas as esferas: psicológica, biológica, cognitiva e social.

Como a escola pode ajudar os alunos e familiares

Dentro desse contexto cabe a escola, e a toda a sua equipe, promover suporte emocional, apoio e orientação tanto para os alunos como para os familiares.

Aos professores é necessário que aprendam mais sobre a temática e prestem atenção aos educandos.

Ao identificarem quaisquer problemas entre as crianças, devem agir através do diálogo e estimulá-las a respeitar umas as outras.

Vale lembrar também que muitos alunos transgêneros trazem os problemas de casa, pois a família, em diversas situações, não os aceitam e contribuem para sensações de rejeição e exclusão.

Por isso, além do suporte prestado aos próprios alunos, os professores devem conversar e orientar a família para que todos consigam compreender e aceitar o que é ser transgênero.

Dessa forma, a escola evita processos de evasão escolar, dificuldades de aprendizado e age de maneira inclusiva, fornecendo educação como um direito de todos.

 

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