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Educação inclusiva: o que é como sua escola pode se adaptar

Educação Inclusiva nas escolas

Garantir a educação inclusiva é uma necessidade para as escolas brasileiras. Mas o que ela é e o que pode ser feito para que sua instituição forneça um ensino de qualidade a todos os alunos e as suas respectivas singularidades?

O que é educação inclusiva?

A principal característica da educação inclusiva é considerar a singularidade de cada aluno como uma riqueza.

Ela parte do princípio de que todos somos diferentes e que essa diversidade é sempre uma possibilidade para aprendizado, já que este ocorre por meio da colaboração e do compartilhamento de experiências e vivências entre educandos e professores.

Mais uma característica essencial da educação inclusiva é partir da compreensão de que todos os alunos têm o direito à educação e de que esta deve servir para formá-los integralmente.

Dessa forma, garante-se o sucesso deles nas esferas profissional e pessoal por meio do desenvolvimento de suas potencialidades.

Portanto, a maneira de intervir da educação inclusiva é adaptando as práticas educativas às necessidades dos  alunos, pois apenas assim é possível propiciar oportunidades a todos. Afinal, uma prática pedagógica generalizada não consegue dar conta das especificidades dos sujeitos.

Finalmente, salientamos que a educação inclusiva destina-se a quaisquer alunos com transtornos de aprendizagem, deficiências, autismo e superdotação.

O contexto brasileiro da educação inclusiva na educação infantil

Inicialmente, precisamos relembrar que a educação infantil tornou-se um direito a todas as crianças brasileiras a partir da constituição federal de 1988.

Porém, neste período a educação inclusiva ainda não era uma importante pauta de debate na área educacional e a educação, de maneira geral, era segregacionista e excludente.

Vale salientar que durante muitos anos alunos com deficiência, por exemplo, não podiam frequentar as escolas convencionais ou, quando o faziam, não participavam das turmas com os outros alunos, sendo destinadas a eles turmas específicas.

Mas a partir da preocupação de diversos educadores, a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (LDB) de 1996 estabeleceu que a educação infantil deveria se reorganizar para ser garantida também a alunos com necessidades especiais.

Alguns anos mais tarde, em 2001, o Ministério da Educação (MEC) publicou o  documento “Estratégias e orientações para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais”, fornecendo referências para a reorganização curricular na educação infantil.

Finalmente, em 2003, de forma mais ampla, o Brasil instituiu a obrigatoriedade de todas as escolas aceitarem alunos com necessidades especiais.

Na sequência, em 2007 determinou-se legalmente que como a educação infantil é a etapa base para a construção posterior do conhecimento, bem como é essencial para o desenvolvimento integral da criança, a inclusão precisa acontecer já nesse nível de ensino.

O documento que garantiu o citado acima foi a “Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva”.

Dois anos depois, em 2009, foram estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) diretrizes curriculares para a educação infantil com adaptações e pressupostos da educação inclusiva.

Enfim, após muitas lutas e debates, atualmente a educação infantil é um direito a todas as crianças entre 0 e 5 anos e 11 meses, assim como a inclusão de alunos com diferentes necessidades é uma obrigatoriedade já nessa etapa educacional.

Como sua escola pode se adaptar?

A partir do exposto anteriormente, portanto, é de extrema importância que a sua escola adapte-se, visando possibilitar a inclusão de todos e garantir a qualidade de ensino para os educandos.

Na sequência elencamos algumas estratégias que podem ser utilizadas nesse sentido:

  • promoção de cursos sobre o assunto para os professores;
  • investimento em infraestrutura adaptada na escola;
  • investimento em recursos pedagógicos especializados;
  • uso de tecnologias para auxílio dos alunos e dos docentes;
  • realização de debates e palestras sobre o tema na escola;
  • aproximação com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas;
  • sensibilização das famílias, alunos e funcionários da escola sobre a diversidade.

E, principalmente, a comunidade escolar deve valorizar as diferenças, organizando projetos e práticas educativas em que a singularidade de cada aluno possa servir para o aprendizado dos outros e para uma rica construção do conhecimento pautada no compartilhamento.

Assim, uma vez implementadas as ações acima indicadas, é possível garantir tanto o acesso como a permanência de alunos com necessidades diferenciadas na sua escola e, enfim, promover uma educação integral de qualidade para todos.

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