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Educação

As reformas da BNCC para a educação infantil na prática

Por 7 de setembro de 2019 Sem comentários
As reformas da BNCC para educação infantil na prática

Você provavelmente já conhece a BNCC, certo?

Mas sabe como aplicar na prática as novidades propostas pelo documento? Na sequência explicamos em mais detalhes!

Pontos principais da nova BNCC

Pautada em princípios éticos, estéticos e políticos, a BNCC determina aprendizagens essenciais para os três níveis da educação básica: infantil, fundamental e médio.

Mas antes de explicarmos como aplicar no dia-a-dia as mudanças estipuladas, reforçamos quais são os pontos principais relativos à educação infantil:

  • desenvolvimento de dez competências essenciais;

  • garantia dos seis direitos de aprendizagem;

  • práticas construídas a partir dos cinco campos de experiência;

  • alcance dos objetivos de aprendizagem relativos a cada faixa etária.

Competências essenciais

A BNCC considera que para o desenvolvimento integral do sujeito, objetivo da educação básica, ele necessita adquirir dez competências as quais lhe permitirão solucionar problemas cotidianos individuais e coletivos.

As competências são indicadas abaixo:

  • Valorizar conhecimentos previamente existentes;

  • Pensar crítica e reflexivamente;

  • Apropriar-se de variadas manifestações culturais;

  • Comunicar-se por meio de linguagens diferentes;

  • Compreender e participar da cultura digital;

  • Valorizar a diversidade;

  • Argumentar de forma confiável;

  • Autoconhecer-se e cuidar de si mesmo;

  • Desenvolver a empatia e a cooperação;

  • Tornar-se responsável e cidadão ativo na sociedade.

Portanto, a aquisição de tais habilidades deve ocorrer desde o ensino infantil a partir de uma variedade de experiências.

Os campos de experiência na prática

A etapa principal, porém, é a de transferência das informações presentes na BNCC para a prática do cotidiano escolar.

Isto acontece a partir da compreensão dos campos de experiência e da criação de vivências que possam integrar o currículo escolar.

Na sequência, abordamos cada campo, o objetivo principal de cada um e possibilidades amplas de ação.

O eu, o outro e o nós

Neste campo devem ser proporcionadas experiências que promovam interações sociais. Alguns exemplos:

  • jogos para que se compreendam e respeitam regras;

  • atividades para identificação do próprio espaço e o do outro;

  • práticas nas quais haja incentivo à valorização das diferenças.

Corpo, gestos e movimentos

É o campo que incentiva as vivências corporais e o desenvolvimento dessa linguagem.

O que pode ser feito:

  • dinâmicas para que se descubra as possibilidades de movimentos e expressão;

  • brincadeiras que estimulem os sentidos;

  • uso da psicomotricidade para ampliar as competências físicas.

Traços, sons, cores e formas

São resultados das experiências desse campo a ampliação da criatividade e da expressão por meio de linguagens associada às artes. Formas de estímulo:

  • exercícios voltados para a criação individual ou coletiva;

  • realização de pinturas, esculturas e outras artes visuais;

  • práticas de representação teatral.

Escuta, fala, pensamento e imaginação

O intuito principal desse campo é promover uma aproximação inicial dos alunos da linguagem oral e escrita, mas sem iniciar o processo de alfabetização. Dinâmicas possíveis são:

  • leituras coletivas em que a escuta seja estimulada;

  • construção de narrativas individuais para contar um evento;

  • debates nos quais sejam necessárias a argumentação e expressão oral.

Espaço, tempos, quantidades, relações e transformações

As vivências relativas a esse campo são as que desenvolvem um pensamento científico que parte da curiosidade natural do educando. Exemplos de atividades:

  • observação da natureza e construção de hipóteses sobre ela;

  • manipulação de diferentes objetos e atenção a suas estruturas e funções;

  • busca por respostas para dúvidas sobre o mundo e a sociedade.

Uma vez compreendido cada campo de experiência, cabe aos gestores, coordenadores e professores construírem currículos e planos de aula capazes de promover a obtenção das dez competências essenciais às crianças já na educação infantil, garantindo assim uma educação em conformidade com os parâmetros da BNCC.

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