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Educação

Como a tecnologia pode ajudar crianças com autismo na sala de aula

Por 7 de setembro de 2019 Sem comentários
Como a tecnologia pode ajudar crianças com autismo na sala de aula

Você sabia que a tecnologia pode ser uma aliada no desenvolvimento de crianças com autismo?

Novos estudos têm mostrado que os recursos tecnológicos são possibilidades para captar a atenção e motivar os alunos, inclusive os autistas.

Confira a seguir mais sobre o assunto. Boa leitura!

As dificuldades da crianças com autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma disfunção neurobiológica presente desde o nascimento do indivíduo, é caracterizado principalmente pelo comprometimento do desenvolvimento em relação a habilidades de comunicação e interação social.

Por isso, as crianças com autismo não conseguem interagir adequadamente com seus colegas e professores no ambiente escolar.

Consequentemente, uma série de outros processos do ensino-aprendizagem são prejudicados.

Além disso, existem diferentes níveis de autismo e os sinais próprios variam em relação à intensidade apresentada por cada criança.

Abaixo indicamos alguns sintomas presentes na maioria dos casos de TEA:

  • problemas no processamento sensorial;
  • reduzida percepção sobre o que está ao redor;
  • incomodo excessivo ao ouvir ruídos;
  • resistência para olhar os outros diretamente nos olhos;
  • tendência a estabelecer padrões repetitivos e restritos de comportamento;
  • fixação por certos interesses ou temas;
  • ausência de expressão facial em muitas situações do cotidiano;
  • comprometimento da compreensão dos sentimentos próprios e dos outros;
  • dificuldades para falar;
  • tendência ao isolamento.

Porém, é importante identificar, junto a tudo isso, que as crianças com autismo costumam ter facilidade para aprender por meio de estímulos visuais.

E isto, com certeza, deve ser aproveitado na sala de aula, em busca de um desenvolvimento mais amplo e eficiente.

O uso da tecnologia na sala de aula

O uso de recursos tecnológicos como computadores, tablets e brinquedos digitais tem se tornado cada vez mais frequente na educação.

Isto porque são formas de proporcionar uma metodologia de ensino mais ativa, na qual a criança participa de todo o processo, construindo seu próprio conhecimento.

Além disso, são também motivadores para os alunos que podem desenvolver diversas capacidades cognitivas, sensoriais e interacionais, a partir de jogos e brincadeiras lúdicas.

Desta forma, o aprendizado torna-se mais atraente e significativo.

E, mais um ponto que devemos reforçar, a tecnologia integra a cultura das crianças e não se pode excluí-la do ambiente educacional.

Afinal, os educandos precisam saber como lidar com uma parte essencial da sociedade que integram.

Ainda, existe uma característica das práticas tecnológicas que beneficia bastante o aprimoramento das habilidades infantis: elas promovem estímulos variados e que abrangem as esferas sensoriais tátil, auditiva e visual, tudo ao mesmo tempo.

A tecnologia e seus benefícios para alunos com autismo

Os materiais tecnológicos têm um forte estímulo visual e é justamente essa característica que os tornam extremamente benéficos para os alunos com autismo.

Os vídeos, jogos com imagens e cores, os desenhos e fotografias, entre outros, são atraentes e captam a atenção das crianças.

Por isso, ao possibilitar que autistas utilizem esses recursos, a escola consegue motivá-los, ao mesmo tempo que proporciona aprendizados capazes de ampliar o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos educandos.

Na sequência, mostramos como diversos aplicativos, jogos e brincadeiras presentes no ambiente virtual beneficiam os educandos autistas:

  • favorecem o processo de alfabetização;
  • estimulam a fala;
  • despertam a atenção e a concentração;
  • motivam à participação e a integração social;
  • fornecem suporte para a realização de tarefas diárias;
  • promovem o entendimento do funcionamento do ambiente ao redor;
  • propiciam a expressão de emoções.

Finalmente, o que é aprendido em sala de aula através do uso da tecnologia pode ser transferido para o ambiente real e o cotidiano da criança com autismo, facilitando a convivência social e a qualidade de suas vidas.

Gostou deste artigo? Então queremos recomendar vídeo do bate papo do nosso CEO Juliano Chiapin com a especialista em métodos prático para educação infantil Janaina Spolidorio. 

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