Você conhece alguma criança que passa do limite quando faz birra? Se a resposta é sim, atenção! Esse pode ser um dos sintomas de um distúrbio conhecido como Síndrome do Reizinho, o nome parece brincadeira, mas o assunto é coisa séria.
Pais e Escola

Atenção, a birra do seu filho pode ser um sinal de distúrbio!

Por 19 de fevereiro de 2020 fevereiro 28th, 2020 Sem comentários
Criança Mimada

Birra para entrar no carro, chiliques durante as compras, explosões de raiva. Quem nunca presenciou uma cena dessas? 

As vezes tudo bem, mas e quando esse comportamento se torna algo muito frequente? Por exemplo, aquelas cenas que assistimos nas ruas, shopping, festinhas, podem demostrar muito mais que um filho desobediente com os pais, talvez essa criança sofra de um distúrbio chamado Transtorno Desafiador Opositivo. O TDO também é conhecido como síndrome do Imperador ou Síndrome do Reizinho.  

Como identificar o TDO

 A característica da síndrome do “pequeno grande autoritário” refere-se ao comportamento abusivo e agressivo por parte de algumas crianças em relação aos mais velhos. Esse padrão de comportamento deve durar no mínimo 6 meses para caracterizar o transtorno. A síndrome do Reizinho costuma se manifestar entre os 6 e os 12 anos de idade. Estudos apontam que ela atinge principalmente os meninos. 

Como se comporta uma criança com TDO? 

  • A criança age como se mandasse na casa e em quem está a sua volta; 
  • Tem muita dificuldade em tolerar frustrações ou limites; 
  • Tem rompantes de agressividade quando se vê em frustrações onde tem que respeitar uma regra que não se sente confortável; 
  • Não tem autocontrole; 
  • Não sente culpa; 
  • Possui comportamento desmedido; 
  • É tirana e controla tudo o que vê pela frente;  
  • Dá ordens e exige respeito,  
  • Atua de forma impulsiva; 
  • Não teme figuras de autoridades como professores, diretores da escola, da mesma forma, pais, irmãos mais velhos; 
  • Pode chegar a dar empurrões, bater, fazer ameaças, destruir o ambiente onde está por birra, faz agressão verbal, coage os pais, não demonstra solidariedade. 
  • Não é capaz de servir o outro pois é arrogante, soberba, não faz nada que lhe pedem e desrespeita ordens; 
  • Apresenta necessidade de chamar a atenção, quer ser o centro de tudo.  

Detalhes sobre educação infantil que você precisa saber!

Atenção pais e professores!

 Esse problema costuma aparecer por volta dos 7 anos de idade. Começa com desrespeito e  pequenas desobediências, vai aumentando até chegar à desconsideração geral.  Portanto, ao notar a desobediência aumentar, deve-se ter mais atenção e procurar ajuda profissional se for o caso. 

O Transtorno na adolescência 

Quanto adolescente o portador dessa síndrome acredita que tem direito a tudo porque no seu interior está insatisfeito. Explora os outros, é irresponsável, acima de tudo, não desenvolve vínculos afetivos pois ninguém o aguenta. Quando os pais procuram ajuda é porque não conseguem mais deter o filho, e a situação já saiu do controle há muito tempo. Para evitar que a situação fique insustentável a educação é o melhor caminho. 

 É um problema psicológico? 

O mau comportamento é relativo com a educação que receberam, ou seja, na verdade não tiveram a oportunidade de aprender a forma certa de se comportar. Portanto, não se trata de maus tratos, psicose ou psicopatia. Essa síndrome está diretamente ligada com a orientação que  essas crianças trouxeram dos pais.

Competências socioemocionais Os pais precisam saber! 

Nenhuma criança nasce sabendo o que pode e não pode fazer, por isso,  é preciso ensinar e impor limites, caso contrário, quando a criança passa a entender que da parte dos pais não surgirá nenhuma repreensão, não os teme e faz o que quer. 

Característica dos pais de crianças com Transtorno Desafiador Opositivo 

  • Acatam e aceitam todos os comportamentos e exigências do filho; 
  • Temem em frustrar a criança, porque acreditam que com isso possa ocorrer uma repercussão negativa na personalidade do filho, porém, o que acontece é o inverso do desejado; 
  • Não sabem dizer não; 
  • Possuem pré-disposição para sentirem-se culpados; 
  • Mesmo tendo provas de que o filho está errado eles resistem em considerar a realidade, e acham que a criança está sempre com a razão; 
  • Sabem da importância da repreensão, porém, atitude só cabe aos filhos dos outros e não aos deles; 
  • Por meio da permissividade dos pais a criança não aprende a ter obediência, e assim, também não aprende a ter autocontrole 

Sendo assim,  os pais pensam estar fazendo o bem, mas ficam em débito com os filhos. Portanto, a dica dos especialistas é manter autoridade diante dos chiliques. Não passar insegurança na hora de orientar, sem questionamentos, firmeza sem agressividade e focar no positivo.